domingo, 25 de maio de 2008

Mandamentos do Consumismo

A publicidade cerca-nos de todos os lados -na TV, nas ruas, nas revistas e jornais- e força-nos a ser mais consumidores que cidadãos. Hoje, tudo se reduz a uma questão de marketing. Uma empresa de alimentos geneticamente modificados pode comprometer a saúde de milhões de pessoas. Não tem a menor importância se uma boa máquina publicitária for capaz de tornar a sua marca bem aceita entre os consumidores. Isso vale também para o refrigerante que descalcifica os ossos, corrói os dentes, engorda e cria dependência. Ao bebê-lo, um bando de jovens exultantes sugere que, no líquido borbulhante, encontra-se o elixir da suprema felicidade.
A sociedade de consumo é religiosa às avessas. Quase não há clipe publicitário que deixe de valorizar um dos sete pecados capitais: soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria. 'Capital' significa 'cabeça'. Ensinam que são capitais os pecados que nos fazem perder a cabeça e dos quais derivam inúmeros males.
A soberba faz-se presente na publicidade que exalta o ego, como o feliz proprietário de um carro de linhas arrojadas ou o portador de um cartão de crédito que funciona como a chave capaz de abrir todas as portas do desejo. A inveja faz crianças disputarem qual de suas famílias tem o melhor veículo.
A ira caracteriza o nipônico quebrando o televisor por não ter adquirido algo de melhor qualidade. A preguiça está a um passo dessas sandálias que convidam a um passeio de lancha ou abrem as portas da fama com direito a uma confortável casa com piscina.
A avareza reina em todas as poupanças e no estímulo aos prêmios de carnês. A gula, nos produtos alimentícios e nas lanchonetes que oferecem muito colesterol em sanduíches piramidais.
A luxúria, na associação entre a mercadoria e as fantasias eróticas: a cerveja espumante identificada com mulheres que exibem seus corpos em reduzidos biquínis.
Os cinco mandamentos da era do consumo são:

1º) Adorar o mercado sobre todas as coisas.
2º) Não profanar a moeda, desestabilizando-a.
3º) Não pecar contra a globalização
4º) Cobiçar os bens estatais e públicos em defesa da privatização.
5º) Prestar culto aos sagrados objetos de consumo

Consumismo, o maior inimigo da natureza.

O consumismo é uma das características da sociedade contemporânea que produz os impactos mais preocupantes no meio ambiente, tais como a poluição de recursos naturais e desaparecimento de espécies animais e vegetais, bem como, alterações climáticas.
O consumo invade diversas esferas da vida social, econômica, cultural e política. Tem passado a ser encarado como um dever do cidadão.
Assim, a problemática ambiental relaciona-se com os altos padrões de consumo e estilos de vida.
O século XXI está a ser marcado por profundas inovações que afetam as nossas experiências de consumo, como a globalização, o desenvolvimento de novas tecnologias de comunicação, o comércio através da Internet, a biotecnologia, o debate ambientalista etc. Ao mesmo tempo, novos tipos de protestos e reações ao consumismo emergem, exigindo uma nova postura do consumidor. Já em 1992 se realizou no Rio de Janeiro uma cimeira onde se definiu que a eliminação do consumismo deveria ser das tarefas principais a serem efetuadas pela humanidade, pois só assim se poderia salvar o planeta para a catástrofe que se avizinha.
Já se passaram 16 anos desde a realização daquela cimeira convocada pelas Nações Unidas, e descontando as centenas de discursos, o incumprimento de compromissos e as mil promessas dos governantes dos países ricos e industrializados, a verdade é que muito pouco se fez. Enquanto isso, a consciência do perigo mortal vai crescendo e os efeitos da deterioração ambiental multiplicam-se.
Precisamos passar de uma sociedade de Produção Industrial, consumista e individualista, que sacrifica os ecossistemas e penaliza as pessoas, destruindo a sócia-biodiversidade, para por uma Sociedade de Sustentação de Toda a Vida, que se oriente por um modo socialmente justo e ecologicamente sustentável de viver.




Consumismo distancia homem e natureza?

Os homens estão cada vez mais se distanciando da natureza e esquecendo-se de explorar o seu lado lúdico. A brincadeira é fundamental para a felicidade e a saúde, tanto física, psíquica ou mental. Hoje o Shopping Center não é apenas o portal do consumismo, como também local de diversão e lazer da garotada. Dia desses deparemos com crianças brincando numa área de um Shopping. Crianças cujos pais saem para trabalhar deixando-as por lá por um bom tempo. Confesso que não gostei e logo passei a lembrar da minha infância, onde os quintais eram amplos e arborizados. Havia mangueiras, cajueiros, jambeiros, abacateiros, e outras fruteiras mais. Além de cachorros, passarinhos e muitas galinhas para nossa alegria. Os pais tinham pássaros criados em gaiolas, até que um dia ele achou por bem libertar a todos por entender que a alegria deles não podia florescer, estando prisioneiros daquele jeito, emitindo seu canto triste.
Certa vez soube que em São Paulo existem gerações de adolescentes que nunca viram uma galinha viva ou mesmo pisaram o chão sem estarem calçados com seus tênis. A relação desses adolescentes com a natureza é precária e artificial. Que maravilhoso era o tempo dos quintais da nossa infância querida. Tudo cheirava a pureza. O ser humano não pode prescindir das florestas, dos rios e dos mares. Não pode ignorar o bem que vem do ar puro, da brisa fresca. Seria motivo de alegria poder constatar o ressurgimento da interação de jovens com a natureza, onde as brincadeiras assumissem um caráter de total simplicidade. É por essas e outras que sou apegado às lembranças da minha infância.

O progresso traz benefícios para todos?

A abundância gerou a noção de que o progresso não tem limites, tudo se produz e tudo se pode deitar fora.Os empresários e os trabalhadores pretendem, na esfera da produção, lucros e salários mais elevados, mas, ao transferirem-se para o estatuto de consumidores, reclamam preços mais baixos, segurança dos produtos e serviços à sua disposição, o controlo dos mecanismos de persuasão para a venda, etc.
Esta cultura do efêmero contribuiu para a degradação ambiental: embalagens desperdiçadas, cemitérios de automóveis, rios nauseabundos, etc.
É necessário haver um consumo sustentável ou racional, que suponha muito mais do que trocar um produto prejudicial para o meio ambiente ou para os seres humanos por outro menos nocivo. Nem significa apenas selecionar os resíduos urbanos, mas sim, questionar o nosso sistema social. É necessário exigirem-se políticas que favoreçam uma real mudança no atual sistema de produção e consumo.
Ninguém duvida que as principais vítimas a sofrer com as conseqüências da grave deterioração do meio ambiente são os habitantes pobres dos países menos desenvolvidos. São os que não têm automóveis, aparelhos de ar condicionado, provavelmente nem sequer frigoríficos, ou seja, não são eles que contaminam a terra e, não obstante, é sobre eles que recai mais diretamente os efeitos das emissões do dióxido de carbono causadoras do aquecimento do planeta e do efeito de estufa.
O custo a pagar pela permanente agressão da natureza é elevado, pois se ela está ameaçada, com ela está ameaçada a própria vida humana. Até a Avaliação Ecossistêmica do Milênio feita pela ONU e divulgada em 2005,reconhece que «as atividades humanas estão a mudar fundamentalmente e, em muitos casos, de forma irreversível, a diversidade da vida no planeta».

Consumismo no Natal.


Consumidores dizem que a vida está mais cara e a conjuntura econômica é desfavorável.Os consumistas estão pessimistas e dizem que, este ano, vão gastar menos dinheiro em presentes de Natal. A explicação é simples. A vida está mais cara e a conjuntura econômica é desfavorável. Os consumidores dizem que a vida está mais cara e que a conjuntura econômica não ajuda.Durante o período das festas, as famílias deverão gastar menos em ofertas e destinar uma parcela maior do orçamento aos produtos alimentares.Conseqüências econômicas são o aumento dos preços da energia - petróleo -, a escassez de matérias-primas e o aumento dos preços dos bens alimentares afetam necessariamente a vida dos consumidores que vêem o seu poder de compra reduzido.


Presentes mais procurados

No mundo, os presentes mais procurados pelos adultos são os livros, as peças de vestuário e o dinheiro,embora exista uma grande disparidade entre os países. Já os adolescentes preferem as novas tecnologias. Produtos como MP3, jogos eletrônicos vão dominar o mercado deste Natal para os mais novos.

Estratégias publicitárias

O objetivo fundamental de todos os anúncios é associar o objeto de consumo a sensações agradáveis, despertando o desejo do consumidor. Frequentemente é vendido um estilo de vida mais do que o próprio produto. Para tal, as marcas recorrem a várias técnicas publicitárias:Última moda onde é sugerido que utilizar um produto “novidade” irá fazer do consumidor o centro das atenções e despertar a inveja alheia.Fatos comprovados são utilizados dados estatísticos ou testemunhos reais, de forma a comprovar a eficácia do produto. Por vezes, são apresentados depoimentos de pessoas “especializadas” na área do produto (médicos, técnicos, etc.) o que transmite uma maior confiança ao consumidor.Apelo à beleza onde o consumidor é atraído pela beleza associada ao produto, no seu aspecto, às pessoas e lugares presentes aos anúncios. A criatividade é o fator crucial neste tipo de anúncios. É muitas vezes utilizado o recurso a efeitos especiais ou edição de imagem, de forma a criar uma realidade mais atrativa.Ambiente familiar onde o produto é apresentado no seio de uma família tradicional, associando um ideal de família ao objeto de consumo. As famílias “perfeitas” são felizes e divertidas, e os problemas desaparecem com a aquisição do bem apresentado.Criar uma personagem onde se pode ser uma figura de animação conhecida, um super-herói, uma personagem fictícia que represente a marca, etc. É uma estratégia de apelo às sensações de afeto e de identificação com a personagem, que são diretamente relacionados com o produto.Slogans são normalmente de carência pessoal e remetem a uma característica ou a um conjunto de características individuais. O objetivo é dar a entender ao consumidor que a escolha de determinado produto é decisiva para o estilo de vida que quer para si e para a sua relação com os outros.Generalização da marca onde o nome da marca é fortemente associado a um determinado produto, fazendo com que este comece a ser conhecido pelo nome do fabricante e não pelo próprio nome.Cuidado e afeto quando aparecem animais ou crianças, o anúncio remete para os instintos de proteção. O produto é associado ao ato de tomar conta de algo ou de alguém.Celebridades o desejo pela fama e reconhecimento está presente na maioria de nós. Quando um produto é apresentado por uma figura conhecida, é vendida a idéia de que só os melhores usam aquele produto e, consequentemente, o produto irá aumentar o sucesso do consumidor.